‘O segredo de uma boa newsletter está na consistência, paciência e qualidade em cada edição’, afirma editora da Bits to Brands


“Quando foi a última vez que você fez alguma coisa 100 ou 150 vezes?”. Com essa indagação, Beatriz Guarezi, editora da newsletter Bits to Brands e Brand Manager na Liv Up, sustenta a importância de ser consistente em nossas ações de Marketing.

A Bits to Brands existe desde 2018 e hoje conta com cerca de 15 mil assinantes. É uma newsletter focada em temas relacionados a branding, tecnologia e tendências em marketing. Já a Liv Up é uma food tech brasileira que oferece alimentos naturais e saudáveis produzidos por produtores locais, unindo-os com os consumidores por meio de tecnologia.

Guarezi participou da nossa Jam Session, série de entrevistas com os maiores nomes do Marketing do Brasil e do mundo. No webinar, ela compartilhou seu conhecimento sobre criação de conteúdos para newsletter e como gerar engajamento com E-mail Marketing.

Segundo ela, mesmo que redes sociais como TikTok e Instagram estejam em alta e sejam o foco de Marketing de muitas empresas, conteúdos por e-mail têm benefícios únicos. Por meio de newsletters, é possível criar um ambiente muito mais controlado e personalizado para sua audiência, que escolheu estar ali para ter acesso aos seus conteúdos, afirma. 

“A caixa de entrada tem o papel hoje de ser o lugar onde registramos as coisas mais importantes. Você abre com calma para ver o que chegou e se vale a pena a leitura ou não”, analisa. Segundo ela, enquanto nas redes sociais somos levados a consumir conteúdo a partir dos algoritmos e pelo excesso de informações, a newsletter propõe um espaço em que o leitor escolhe o momento ideal para ler.

Além disso, afirma, é uma excelente oportunidade para criar um vínculo interessante com a audiência. Para Guarezi, a newsletter cria um espaço íntimo entre marca e audiência no meio do ambiente acelerado da internet. “Quanto mais acelerado e movimentado fica o universo das redes sociais, mais as pessoas gostam e priorizam a tranquilidade e a calma de saber que a newsletter vai estar no e-mail para quando elas quiserem abrir.”

Você pode conferir esses e outros insights sobre conteúdos para newsletter na entrevista completa. Beatriz ainda fala sobre principais estratégias para manter uma audiência engajada, tendências para 2022 e 2023, erros a se evitar e muito mais.

Assista à entrevista no vídeo abaixo ou leia a transcrição.

Transcrição

[Marina – Rock] Boa tarde, é um prazer muito grande estar aqui com vocês! Meu nome é Marina Cordeiro, sou gerente de Marketing na Rock Content e vamos começar mais um webinário da série Content Experience – Jam Session. Esta Jam Session é parte de uma série de webinários onde entrevistamos especialistas do mercado sobre diversos temas, como Marketing, vendas, conteúdo, mídia paga e muito mais. Aqui nosso objetivo é dar conselhos, compartilhar tendências e as melhores práticas para impulsionar as empresas em seus resultados.

Hoje, eu tenho uma especialista muito querida. A gente já teve a oportunidade de se conhecer pessoalmente e dividir lanches lá em Belo Horizonte. E deixo aqui também meu abraço para o Paulino, que fez essa ponte para a gente se conhecer. Ela, que é nossa 15ª convidada, mestre em Marketing internacional pelo International Business School, atua com branding desde 2013, é brand manager da Liv Up desde 2020, professora na Tera, na PR3 e na Alura, ou seja, muito professora! Foi senior brand strategy executive da Ana Couto e é reconhecida entre os top 10 palestrantes do RD Summit 2019, evento que eu acho que volta ao presencial este ano. Vai ser sucesso!

Além disso, ela mantém uma newsletter semanal desde 2018 que inspira mais de 15 mil profissionais, a Bits to Brands. Beatriz, seja muito bem vinda, estamos muito felizes de ter você aqui com a gente!  

[Beatriz Guarezi – Especialista] Que chique! Não tenho nem roupa para essa introdução (risos). Obrigada! Eu adoro vocês e não canso de falar que é sempre um prazer estar com a Rock Content. Felizmente não é a primeira vez que estou em um evento de vocês. Lembro quando eu comecei a trabalhar com Marketing Digital, que eu lia muitos e-books da Rock sobre o que é SEO, o que é Marketing de Conteúdo… Eu fui muito usuária e consumidora dos conteúdos de vocês, então é um prazer poder contribuir com as pessoas que podem estar com as dúvidas que eu já tive ou até dúvidas novas conforme o mercado vai evoluindo.  

E nos vemos em Florianópolis para o RD Summit este ano! 

[Marina – Rock] Você já está em Florianópolis? 

[Beatriz Guarezi – Especialista]  Eu estou! Eu sou de Florianópolis, mas moro em São Paulo, e estou esta semana de férias em Floripa. Estou muito animada para o stand da Rock no RD Summit, porque é sempre o melhor stand, com as melhores camisetas… Quero ver o que vocês vão aprontar esse ano! 

[Marina – Rock] Agora a expectativa ficou grande, socorro! Mas a gente vai entregar, pode deixar. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Se tem alguém na live que já foi no RD Summit, sabe que as blusinhas da Rock Content são sempre um caos, todo mundo quer e chega no terceiro dia de evento as pessoas já estão usando as camisetas que ganharam no primeiro e no segundo dia. 

[Marina – Rock] Todo mundo uniformizado! Bia, para a gente começar nossa conversa, eu queria que você falasse um pouco mais sobre a sua trajetória profissional para quem ainda não te conhece: como é que foi esse começo no mundo das marcas e como você chegou a criar uma newsletter sobre o assunto de branding e tecnologia. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu fiz faculdade de administração em Florianópolis e sempre soube dentro do universo da administração que eu queria trabalhar com Marketing. Sempre foi o que eu mais gostei. Teve um momento que eu caí na reflexão de por que as pessoas compram o que elas compram, por que as coisas valem o que elas valem, e não tem como passar por essas perguntas sem olhar para marca. Eu achei isso muito interessante. A diferença entre uma camiseta custar X e custar 100X ou 1000X é a marca. Então, me perguntei: o que tem aí? Qual é esta fórmula, esta construção? Foi assim que eu comecei. Ainda dentro da faculdade, já estava mergulhada nos livros, nas teorias, nos métodos, e fiz meu TCC sobre branding.

Saindo da faculdade, eu fui para consultoria de branding em Floripa mesmo e passei quase dois anos fazendo o posicionamento e o reposicionamento para marcas aqui da região. Depois, eu passei um ano nos EUA para fazer meu master na Hult e para me aprofundar um pouco mais em Marketing. Como eu tinha me formado em administração e tinha ido trabalhar com consultoria, eu sentia um pouco a falta de mais conteúdo e lá eu descobri o mundo mágico da tecnologia. 

Eu estava em Boston em 2015, ano que a Uber tinha acabado de chegar em São Paulo. Quando eu cheguei nos EUA, já tinha um monte de opção, como Uber, Lyft, etc. Então, eu entrei num universo que me mostrou quanta coisa não existia em nossas vidas e ia começar a existir – e essas coisas se tornam marcas, se tornam palavras que a gente usa e fazem parte do nosso dia a dia.

É isso o que eu amo, é essa disciplina que eu adoro, esta área que é muito fascinante e pensei: isso vai fazer toda a diferença daqui a pouco, então, é aqui que eu quero morar. Foi esse o momento que eu tive de branding e tecnologia. Quando eu voltei para o Brasil, eu tive uma certa dificuldade de me encontrar profissionalmente nessa intersecção, porque, quando ia para o lado de tecnologia, as pessoas queriam profissionais de Marketing Digital. Estávamos no auge do inbound, dessas metodologias de growth. Todo mundo se aprofundando e aprendendo e acho que as empresas de tecnologia estavam muito atrás desse tipo de perfil. Ao mesmo tempo, tinha consultoria de branding que estava atendendo todo o tipo de cliente. Eu via essas disciplinas meio afastadas e, tentando me encontrar, eu acabei aceitando uma oportunidade na Ana Couto, que foi onde eu passei dois anos fazendo consultoria para várias marcas muito legais, mas para branding

Passei esse tempo pensando em como eu gostava de tecnologia e como não existia um lugar para falar de branding e tecnologia misturados. Aí me veio a ideia: “Se não existe, deixa eu criar”. E assim surgiu a Bits to Brands, que é uma newsletter semanal começada do zero. Era eu comigo mesma. Escolhi a newsletter porque esse sempre foi meu jeito favorito de consumir conteúdo. Eu tenho muito FOMO (fear of missing out), estou sempre nas redes sociais, acompanhando tudo o tempo inteiro e nunca fico completamente atualizada. 

Eu assinava todas as newsletters dos profissionais que eu mais admirava e dos canais que eu mais confiava para me manter informada, então, era um ambiente como esse que eu queria construir para as pessoas. Três anos depois, estamos aqui, com quase 15 mil assinantes, alunos, palestras, eventos, espalhando a palavra da newsletter, do conteúdo, do branding e da tecnologia. Acho que eu realmente consegui construir esse espaço para o mercado e para mim mesma onde a gente realmente mistura os assuntos e explora essa intersecção do jeito que eu sempre quis fazer. 

[Marina – Rock] Muito bacana! E e-mail é uma coisa mágica. Quando eu cheguei na Rock, entrei como analista de E-mail Marketing, e na época, eu vim muito pelo frisson de querer uma experiência de startup – como estavam todos falando desta empresa, eu queria participar e ver como é. Me inscrevi para duas vagas que eram a de analista de Marketing Digital, que depois vim a entender que seria para o time de CS, que ajuda as empresas/clientes, e a de E-mail Marketing. Na época, para minha tristeza, me selecionaram para a de E-Mail marketing e eu pensava que ia ter que mandar spam para as pessoas! Como minha entrevista tinha sido maravilhosa e eu gostei muito da pessoa que seria minha gestora, acabei indo. 

Quando eu aprendi de verdade o que seria um E-mail Marketing, uma newsletter de qualidade, eu percebi que tinha uma ideia completamente errada, pois tem muito valor, gera muito engajamento, é muito mágico. Você comentou que está desde 2018 com a Bits to Brands e cresceu sua base do 0 para 15 mil pessoas inscritas. Ao longo dessa trajetória, quais foram os seus aprendizados, como você analisa a mudança do canal de 2018 até 2022, levando em consideração os impactos da pandemia também. Como você sentiu tudo isso?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu posso falar sobre dois grandes aprendizados que servem não só para minha trajetória, mas para quem está ouvindo a gente e que vai começar uma newsletter, está se desenvolvendo no Marketing Digital ou tem projetos e trabalha com qualquer tipo de canal.

A primeira coisa que você aprende é que o segredo de tudo está na consistência. É impossível fazer uma coisa uma vez, duas vezes, 10 vezes, 20 vezes e não sair diferente lá na vigésima primeira. No mínimo, você aprendeu e se desenvolveu durante o processo. Com sorte, dedicação e talento, vai ter conquistado uma audiência e vai ter trazido pessoas com você nessa jornada. Para mim, uma lição muito chave dos últimos anos é o poder que a construção consistente, paciente e de qualidade de uma edição de cada vez tem. 

[Marina – Rock] É como um atleta que vai praticando sempre, com frequência, até que chega um grande campeonato e ele consegue uma performance incrível. Aquilo não surge do dia para a noite, é o resultado de muitos dias. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Exatamente. E é 100% uma maratona e não os 100 metros rasos, aproveitando a sua metáfora. A Bits to Brands vai fazer 160 edições, são 160 semanas.

Quando eu completei 150 semanas, as pessoas falavam muito: “Quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?”. O começar, a motivação, o start, o pulo é muito importante. Mas e depois que você pula? Por que ninguém glamouriza o quando foi a última vez que você fez alguma coisa 100 vezes? 150 vezes?  Então eu acho que a consistência é uma lição, algo super importante para mim.

A segunda coisa que eu aprendi nessa jornada é que tem espaço na internet pra todo mundo. Às vezes, ficamos muito pirados achando que o nicho está saturado, que já estão falando do seu tema, que é preciso fazer TikTok porque o Instagram não faz mais sentido, que é preciso estar aqui e ali, que é preciso muita coisa. Mas, na realidade, em 2018 quando eu criei um projeto de conteúdo, eu estava mandando e-mail para as pessoas. 

E em 2018, as pessoas já me falavam: “Nossa, Bia, você vai mandar e-mail? E-mail é tão anos 90, quem manda e-mail?” Hoje, desde ano passado, na verdade, temos falado em newsletter muito mais naturalmente do que se falava há 4 ou 5 anos. Isso era uma coisa que me dava medo. Eu pensava que podia estar criando no canal errado, despendendo um esforço, uma energia em um canal que não ia viralizar, que as pessoas não estavam usando, porque, na época, estava todo mundo criando perfil no Instagram.

Hoje em dia, eu sinto que o jogo virou de certa forma, porque esse canal que eu escolhi – e não foi uma escolha estratégica, foi por afinidade – é o mesmo que as pessoas estão correndo atrás, porque passaram muitos anos criando loucamente para o Instagram e perceberam que vivem num espaço alugado. Enquanto a minha audiência é minha, a minha base está ali por causa de mim, em um ambiente que eu escolho quando escrevo e eles escolhem quando vão ler, em uma coisa muito mais saudável e tranquila. Não foi algo que eu previ há 4 anos, mas minha dica é criar o que você tiver afinidade em criar, onde você se sente mais confortável. Porque a qualidade e a consistência você só consegue ter quando gosta de verdade do que está fazendo e é isso que vai te levar a algum lugar. 

[Marina – Rock] É engraçado pensar que a newsletter vai passando por picos de interesse. Há muito tempo na época da internet nascendo, as pessoas mandavam e-mail porque ter um site era uma coisa de outro mundo. Mas já era possível ter um endereço de e-mail e se comunicar por ali. De repente, os sites ficaram mais acessíveis e todo mundo achou que o e-mail morreu. Tinha notícia em jornal dizendo que E-mail Marketing tinha morrido. Agora o site saiu de cena novamente, o ouro está nas redes sociais – até perceberem que elas são do Mark Zuckerberg. Não são exatamente nossas. E aí o pessoal lembrou que tinha esse canal lá de trás que serve a esse propósito lindamente e fornece mais controle. Então, o e-mail não morreu, está aqui mais uma prova, estamos aqui para confirmar isso.

E aproveitando que a gente já falou um pouquinho do RD Summit, na sua palestra em 2019, você comentou que o e-mail é a primeira rede social usada pelas pessoas.  Na sua opinião, por que isso se mantém até hoje?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu acho que o e-mail tem trocado de papel e de utilidade, mas eu brinco que o e-mail foi a primeira rede social porque era um ambiente onde a gente interagia. Quando eu estava no colégio e até na faculdade, criava grupos de e-mail. Tinha o grupo da sala e era um grupo de e-mail. Eu trocava e-mail com as minhas amigas quando elas iam viajar, a gente escrevia cartas por e-mail em uma era pré-Orkut. Os nossos ambientes de interação e troca podem ter mudado, mas acho que a caixa de entrada permanece um espaço que é muito privado, muito seu. O seu e-mail é a sua identidade na internet – para tudo você cadastra o e-mail. E a caixa de entrada tem o papel hoje de ser o lugar onde registramos as coisas mais importantes – não tem mais aquele papel de trocar mensagens rápidas. É um lugar que você abre com calma para ver o que chegou e se é importante ou não.  

Eu brinco muito sobre a relação que as pessoas têm com o e-mail: é só pensar assim, nos Stories, você está vendo fulano, ciclano, propaganda e assim por diante. Aquela propaganda faz parte da sua navegação, ela não incomoda – incomoda um pouco, mas faz parte do ambiente que você está, ela não irrita. Quando você está na sua caixa de entrada e tem e-mail, e-mail, e-mail, spam ou uma pessoa desconhecida te mandando e-mail, aquilo provoca uma sensação de invasão, aquele pensamento: “O que isso está fazendo na minha caixa de entrada?” Não sei vocês, mas eu sou muito assim. Detesto spam, detesto que adivinhem meu endereço de e-mail, que me mandem e-mail que eu não pedi para receber, que vendam meu e-mail em uma lista. É uma coisa que irrita a gente.

E isso porque a caixa de entrada é o nosso ambiente controlado na internet, nós controlamos quem entra ou não, o que recebemos ou não. Há esse senso de importância, privacidade e organização em relação a nossa caixa de entrada que nenhum outro ambiente na internet tem. 

No início, ela tinha essa lógica mais social de interação e hoje tem essa lógica mais de privacidade e organização das informações que são mais importantes para cada um. 

[Marina – Rock] Super consigo me relacionar. Esses dias apareceu um e-mail em russo na minha caixa de entrada e fiquei pensando por onde estava andando meu e-mail! Alguém cadastrou alguma coisa, digitaram errado e veio para mim – mas levei um susto! 

Eu tenho uma caixinha escrito “importante” no meu e-mail de quando eu fiz intercâmbio e mandava e-mails para os meus pais. Aquilo é um diário vivo, é só ir lá que eu consigo ver tudo que escrevi e a resposta deles. É realmente muito privado, por isso, quando chega algo em russo, a gente se assusta (risos).

Uma coisa que percebemos falando de comportamento da internet é que as coisas estão ficando cada vez mais aceleradas. Com a pandemia, todo mundo voltou para o ambiente online. Acho que isso acelerou muito a aceitação das empresas tanto com o trabalho remoto como para ambientes online – eles viram que funciona e é uma experiência diferente. Isso está mudando a forma como a gente consome o conteúdo, estamos cada vez mais bombardeados – e se a pessoa sente FOMO como você falou, socorro – porque tem informação vinda de todos os lados. 

Como você acha que esse comportamento se reflete na maneira como as pessoas consomem as newsletters?

[Beatriz Guarezi – Especialista]  Eu acho que as newsletters vêm na direção oposta a isso tudo. Quanto mais excesso, mais barulho, mais FOMO sentimos nas outras redes sociais, mais aceitas são as newsletters como um lugar para consumir quem você quer consumir e quando você quer consumir. Eu, por exemplo, mando um e-mail toda quinta-feira de manhã, tenho uma relação com minha audiência de que toda quinta-feira de manhã vai chegar um novo e-mail na caixa de entrada deles com a curadoria das principais coisas que aconteceram. 

Às vezes, a pessoa segue vários perfis no Instagram e não consegue ver os conteúdos porque teve um problema, estava de férias ou não conseguiu acompanhar o Linkedin, o Twitter, mas não importa, porque uma vez por semana vai chegar uma seleção na caixa de entrada dela no horário determinado. A newsletter não vai te pegar de surpresa e não é o algoritmo que vai determinar se você recebe ou não o conteúdo naquela semana. Não é um conteúdo aleatório, eu tenho um compromisso com você, eu cumpro esse compromisso e você escolhe o momento da sua rotina que você quer dedicar a atenção para aquilo.

Tem pessoas que leem a newsletter só no final de semana. Então, ela chega na quinta-feira, fica guardada até o sábado ou domingo quando a pessoa tem mais calma. Tem gente que me escreve – e acho isso muito legal – falando que passa um café para ler a newsletter. É um momento da pessoa, ela organiza a cabeça e a rotina para quando ela vai consumir aquele tipo de conteúdo. Nenhuma outra rede social dá esse privilégio para a gente de ter somente a informação que escolhemos, no ritmo que queremos consumir. 

Então, eu acho que, quanto mais acelerado, mais movimentado fica o universo das redes sociais, mais as pessoas gostam e priorizam essa tranquilidade e essa calma de saber que aquilo vai estar no e-mail para quando elas quiserem abrir. 

[Marina – Rock] Uma coisa que você falou que eu acho que é a chave da sua newsletter e que faz com que ela seja uma das minhas favoritas é “curadoria”. No começo do ano, eu sou bombardeada com as tendências de Marketing para o ano novo e vou só arquivando porque sei que você vai compilar tudo em uma newsletter e eu não preciso ler todos os relatórios. Muito obrigada por isso (risos).

Eu queria que você falasse um pouquinho sobre como funciona a curadoria para fazer esse conteúdo que pode ser consumido sem essa pressa e sem esse tumulto. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu presto esse serviço para as pessoas de fato. Inclusive, estou fechando o relatório de tendências de 2022 da Bits to Brands e ele não é um exercício apenas de apostas minhas – eu leio pelo menos 25 dos principais relatórios de tendência que saem todo ano e dali eu vou escolhendo, vou ligando os pontos e vou construindo aquelas que dentro do nosso contexto fazem mais sentido. 

Isso já fala um pouco do meu processo de curadoria. Eu falo de tecnologia e branding. É a origem da Bits to Brands e são as duas áreas que eu quis conectar. Desde a primeira edição da Bits, eu fiz a escolha de que não queria falar sobre esses assuntos apartados em uma seção de branding e seção de tecnologia. Eu queria pescar coisas que fizessem sentido tanto para um lado quanto para o outro. Então, minha curadoria vai muito por esse caminho: não vou falar sobre o lançamento de um produto só porque está todo mundo falando. Eu quero que aquilo tenha relevância para esses diferentes públicos para que a pessoa consiga se relacionar com aquilo. Não interessa de onde ela está partindo. 

Isso é uma coisa que eu prezo muito na curadoria. E outra coisa que eu falo muito para meus alunos é que a curadoria não pode ser uma atividade com hora marcada para fazer. Se você faz curadoria para a empresa, para sua própria newsletter ou para o seu perfil, não existe o “das 9h às 10h vou ler para selecionar o que vai entrar”. Eu estou sempre lendo coisas, consumindo coisas e o fato de ter colocado as principais fontes de curadoria dentro da minha presença digital muito naturalmente faz com que eu esteja sempre pescando coisas que vão para a Bits.

Para mim, o principal segredo é que não é uma atividade com hora marcada para ser feita. É o jeito que eu existo na internet. Se tornou um hábito e uma prática para mim, é isso que faz a diferença na hora de montar a newsletter. Quando chega a semana, eu já sei as coisas que vão estar ali ou não. 

[Marina – Rock] Você vai pesquisando um pouquinho todo dia e quando chega a hora consolida o que estava absorvendo. E quando a gente fala de newsletter, aliás, de E-mail Marketing como um todo, uma das coisas que eu escuto muito aqui na Rock como parte do time de Marketing é que, muitas vezes, os clientes comentam que “ninguém engaja comigo nesse negócio de E-mail Marketing”. Mas a pessoa mandou um e-mail esperando milhões de reais surgirem como resposta a isso. 

Não é assim que funciona. Já falamos um pouquinho que precisa ter constância e planejamento. Mas quais você considera que sejam as principais estratégias para manter uma audiência engajada com o conteúdo da newsletter?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu amo essa coisa do “ninguém engaja comigo”. Ela só perde para “minha taxa de abertura é muito baixa, ninguém abre meus e-mails”. 

De uma base de 20 mil leads do cliente, só 2% abrem o e-mail, por exemplo, mas se você questionar de onde vieram aquelas pessoas, 5 mil vieram de um evento, 5 mil de um material rico, outros 10 mil de não sei onde, mas nenhum daquelas 20 mil pessoas pediu para assinar a sua newsletter.

Então, a newsletter chega na caixa de entrada sem eles terem pedido e o cliente acha ruim que eles não abriram. Uma coisa que é muito importante na lógica de E-mail Marketing como um todo, mas principalmente falando de newsletter, é a permissão.

É o “eu quero receber esse conteúdo na minha caixa de entrada”. Parece óbvio, mas vemos uma quantidade de gente que cria um conteúdo muito bom, que dá trabalho, que tem qualidade, mas que envia na caixa de entrada de uma pessoa que deixou o e-mail num pop-up genérico como “receba nossas atualizações” – ela não sabe o que ela vai receber, quando vai receber, ela não te pediu explicitamente para receber aquilo ali. 

Uma coisa que faz a diferença é escrever “receba atualizações de Marketing de Conteúdo toda sexta-feira às 10h da manhã na sua caixa de entrada”. Aí a pessoa deixa o e-mail dela ali e quando chega o e-mail na sexta-feira, a chance dela abrir e engajar com aquilo já é muito maior do que se ela tivesse apenas recebido aquilo porque passou num stand da Rock no RD Summit e queria a blusinha, por exemplo. 

Meus alunos questionam que eles têm 20 mil leads, então, estou dizendo que eles não podem falar com eles? Claro que podem, só que, quando for mandar uma newsletter para esses 20 mil leads, a primeira coisa a fazer é perguntar: quer receber minha newsletter

É importante enviar uma newsletter teste com duas opções: quer continuar recebendo, clique aqui OU não quer receber, clique aqui. Um explícito sim ou não. É possível enviar um convite especial, um teaser da newsletter, as cinco edições mais interessantes dos últimos tempos, etc, mas essa pergunta faz com que a relação comece com o pé direito.    

A qualidade do engajamento das pessoas com sua newsletter começa lá no momento que eles depositam o e-mail para receber aquele conteúdo. Esta é a primeira dica que eu quero deixar aqui.

A segunda dica é que a newsletter é um espaço de conteúdo. Não é necessariamente um espaço de Marketing e vendas. Isso é uma distinção importante para fazer na estratégia de E-mail Marketing e newsletter. Quando pensamos em E-mail Marketing, pensamos em réguas de nutrição, em uma pessoa que te conhece superficialmente ou muito bem, que já comprou ou ainda não, que fez um carrinho, deixou um carrinho… Você sabe quem é aquela pessoa na fila da sua base de leads e você vai colocando conteúdos e estratégias para fazer com que ela se torne consumidora. Isso é E-mail Marketing e não tem absolutamente nada de errado com isso desde que essa pessoa tenha te fornecido o e-mail dela. 

Quando a gente fala de newsletter, temos frequência fixa, uma lógica de conteúdo e atualização e não uma lógica de vendas. Acho que é aí que as pessoas se confundem um pouco e depois a culpa cai para as newsletters. Não é! Com o E-mail Marketing, você não tem o compromisso de ter um horário fixo na caixa de entrada das pessoas – pode ter, mas não é obrigatório. Com a newsletter, não: existe esse compromisso, pois é isso que cria um ritual na cabeça da pessoa, como, por exemplo, passar um cafezinho nas quintas-feiras porque tem Bits to Brands na caixa de entrada. Ou quando é quinta-feira e não tem Bits to Brands na caixa de entrada (como hoje que estou de férias), as pessoas sentem falta e se questionam: “Cadê a newsletter que elas queriam?” Com o E-mail Marketing, não funciona assim. 

Então, com a newsletter, existe a frequência fixa e a entrega de conteúdo e atualização – não necessariamente sobre você, sobre as atualizações do seu produto, da sua empresa, a não ser que você tenha clientes extremamente apaixonados. 

Eu acho que a newsletter é um lugar para ser um pouco menos auto referente e buscar uma curadoria e conteúdos que vão servir àquela pessoa, independente do interesse dela. Por exemplo: você trabalha com um software de RH, recrutamento e seleção, e o seu público é de pessoas que trabalham com recursos humanos. Quais são os livros que aquelas pessoas podem ler? Quais são os artigos interessantes, as revistas de gestão, as reportagens que passaram na TV, os vídeos no Youtube, as TED Talks que podem interessar? Pega essa internet toda e pensa o que pode ser muito útil e muito valioso para essas pessoas. Aí, você entrega um pouquinho por semana.

Tem um mundo de conteúdo na internet que essas pessoas não estão dando conta de consumir. A newsletter é, de certa forma, uma prestação de serviço que fazemos para as pessoas através do conteúdo. O erro mora quando as marcas acham que a newsletter é somente uma plataforma para gerar tráfego para o próprio site, para gerar download para o próprio e-book, para gerar gente para o próprio evento. Isso pode ser parte da relação semanal com as pessoas, mas se você ficar sendo auto referente, quantas vezes elas vão querer realmente se atualizar sobre sua empresa? Com qual frequência elas vão querer realmente saber sobre o que vocês publicaram? Será que toda semana elas vão estar interessadas na novidade do blog ou sei lá o que? É isso que a gente tem que começar a se questionar. 

Falei várias coisas, mas é isso: primeiro, por onde começar essa relação. Aquela pessoa pediu para receber a newsletter? Ela aceitou receber? Foi convidada a receber a newsletter? Se não, já pode ter alguma coisa errada e a culpa não é da newsletter. 

Outra coisa é o valor que você está entregando na caixa de entrada daquela pessoa na frequência prometida. Se você está ali só gerando tráfego para o seu próprio site, blog ou eventos – ou se acha que vai envelopar como newsletter um tanto de CTA  e um monte de gatilho para vendas -, então, realmente, as pessoas vão parar de se engajar. 

[Marina – Rock] Uma coisa que eu falo muito quando o pessoal vem com dúvidas é que, antes de escrever um e-mail, seja newsletter ou E-mail Marketing, é importante parar e pensar: você pegaria o telefone e ligaria para passar essa mesma informação? Geralmente, o e-mail começa: “Nós, que somos uma empresa maravilhosa, temos esse produto e tal tal tal.”  Mas este e-mail foi escrito para a empresa e não para mim, porque ele só quer falar da empresa. O e-mail tem que ser escrito pensando no que aquela pessoa vai gostar ou não. Não é aquilo que você gosta de falar sobre si. Às vezes, acontece algo legal e vem a ideia de mandar para todos da base de contatos um e-mail avisando, por exemplo, que nossa empresa ganhou a premiação XYZ. Mas você pegaria o telefone para dizer que ganhou o prêmio XYZ? A pessoa do outro lado provavelmente dirá: “Mão sabia, parabéns.” E aí fica aquela conversa esquisita. Por e-mail, é exatamente a mesma coisa, porque estamos tentando comunicar uma coisa que não é do interesse do outro lado. 

É diferente quando você fala ou faz um serviço para a audiência. Por exemplo, eu falei que não estou preocupada com os relatórios do ano porque sei que a Bits to Brands vai fazer uma curadoria e explicar de onde veio a informação. Caso eu queira mais detalhes, posso ir na fonte e acompanhar por lá também, é completamente diferente. Já que você está me fazendo esse favor – eu estou aguardando, Bia -,  é exatamente esse o modo como a gente tem que pensar. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Exato. Eu acho que esse é o papel do Marketing de Conteúdo dentro de uma estratégia e a newsletter é um canal que simboliza muito isso, pois é um lugar onde estamos apenas ajudando a pessoa – vamos entregando, entregando e entregando e é assim que vamos conquistando a confiança, ficando cada vez mais presente na cabeça das pessoas. De novo, não vamos enviar uma newsletter para faturar uma meta de vendas, ela não serve para isso. 

É preciso pensar em um universo onde você ou sua marca não publicam conteúdo e as pessoas sentem falta disso – é possível e esse universo está ali na caixa de entrada. É a lógica que se constrói quando se faz bem feito. Então, é só ajustar um pouco os objetivos e as expectativas, mas tendo isso ajustado, eu acho que tem muito valor para ser criado e trocado ali dentro.   

[Marina – Rock] Excelente troca! Outra coisa que me deixa em alerta é que as pessoas querem mandar e-mail, mas não querem responder. Eu estou sempre de olho com a galera do meu time. Se eu tenho o direito de mandar e-mail para qualquer pessoa, aquela pessoa tem que ter o direito de me responder. Não me venha com o no-reply. Quando eu vejo escrito no-reply, é descadastro na hora, por que só um lado pode falar? Assim não. 

E eu queria saber com você: as pessoas respondem muito, você responde a elas, como funciona?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Tem uma mágica que acontece que as pessoas me mandam muitos e-mails e é muito especial. Apesar da minha newsletter ter o nome Bits to Brands e ter uma temática, eu assino com meu nome, as pessoas sabem que estão recebendo um e-mail que fui eu quem escrevi, sempre foi assim. Também não foi uma decisão estratégica, era só a forma como eu queria fazer, mas hoje eu vejo o quanto isso estreita a minha relação com a audiência. Um exemplo muito simples que posso te dar é: eu escrevo como Beatriz Guarezi, nome e sobrenome no remetente e assino os e-mails como Beatriz. Em inúmeros e-mails, as pessoas escrevem para mim e dizem: “Oi, Bia”. E eu nem conheço essas pessoas, mas elas sentem que me conhecem. Isso é muito legal porque a newsletter tem esse quê de pessoalidade que, se você ler uma, duas, três vezes, já é possível começar a entender o meu estilo, as coisas que eu gosto, o que eu seleciono… Vamos criando uma relação muito próxima e isso é uma coisa que eu recomendo dependendo da empresa e do tipo de estratégia. 

É interessante ter uma pessoa que personifique aquilo ou criar uma linguagem própria, uma certa informalidade, pois o e-mail tem também esse lado – você mesma falou, Marina, que a gente trocava e-mail com quem gostava no início da internet – existe essa coisa de uma pessoa escrevendo para outra. Pessoalizar um pouco não é nada mal e as pessoas respondem muito bem a isso. Eu tenho vivido este tipo de troca há mais de 3 anos e tem sido sempre muito legal. 

[Marina – Rock]  Bacana! Então, pessoal, assinem a Bits to Brands e respondam o e-mail da Bia para ver se ela responde mesmo que vocês vão descobrir mais. 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Às vezes, melhor dizendo quase sempre, eu demoro para responder. A Bits é meu projeto pessoal, mas eu tenho minha carreira em paralelo. Então, pensa que eu tenho minha caixa de entrada pessoal, minha caixa do trabalho, a caixa da Bits, as mensagens do Instagram pessoal, as mensagens do Instagram da Bits, as mensagens do LinkedIn, meu Whatsapp, Twitter – são 8 caixas de entrada diferentes e apenas uma Beatriz. Eu às vezes, demoro para responder por questões de saúde mental, não consigo estar ali o tempo todo, mas eu sempre respondo, sempre. 

Caso alguém aqui nesta live esteja pensando que “ela não responde, eu escrevi em janeiro e ela não responde”, eu juro, eu sempre chego lá. Às vezes, eu só demoro um pouquinho (risos).

[Marina – Rock] Galera, estamos quase chegando ao final da live, quem tiver dúvidas pode mandar no chat. Inclusive, se vocês tiverem sugestões, podem colocar no chat as newsletter favoritas de vocês. Eu amo trocar figurinha de newsletter, é legal para a gente ir conhecendo o que cada um gosta. 

Mas antes de passarmos para as perguntas da audiência, eu queria saber um pouquinho sobre o que você acha de tendências para newsletter. O que você acha que vai começar a crescer muito mais agora em 2022 e 2023, o que podemos esperar para este canal?

[Beatriz Guarezi – Especialista]  A newsletter por si só representa uma tendência nos últimos tempos, temos visto que os pedidos para “assinar newsletter” têm crescido muito. Eu brinco que o “assine minha newsletter” é o novo “arrasta para cima”. Tanto porque o arrasta para cima não existe mais, quanto porque tem cada vez mais newsletters criadas em diferentes nichos e tamanhos convidando as pessoas para essa troca mais íntima na caixa de entrada. 

Há algum tempo, eu assinei a newsletter da Dua Lipa – inclusive, se alguém não sabia, a Dua Lipa tem uma newsletter onde ela faz uma curadoria e comenta um pouco sobre o lugar onde está, recomenda restaurantes, é super legal. Pensa: você está ali recebendo uma cartinha da Dua Lipa por e-mail. Eu nem sou fã e estou lá observando, pensa como não é legal para os fãs. Fica a dica. 

O Tiago Leifert saiu do Big Brother e começou a escrever uma newsletter. Acho que temos visto uma tendência da newsletter se oficializar como um espaço para estar mais perto das pessoas. Não é só aquele stories feito para viralizar, para milhares de pessoas ao mesmo tempo. O e-mail é algo feito somente para quem assinou, para aquele clube de pessoas.

Existem duas tendências que eu acho que vale a pena explorar dentro dessa plataforma. A primeira é a questão das recomendações. A Bits to Brands cresceu organicamente, eu nunca investi em mídia paga para ter assinantes, foi uma pessoa recomendando para outra. Mas hoje em dia, já existem estratégias para potencializar a recomendação que é através de recompensas. 

A newsletter pioneira nisso foi o Morning Brew, uma das maiores newsletters do mundo, e o pessoal do The News importou essa ideia. Quem assina sabe. Quanto mais amigos você recomenda, mais brindes você ganha e, com isso, eles estão escalando absurdamente a newsletter deles. Acho uma estratégia super inteligente de member get member, não só para newsletter, mas também para todo tipo de produto ou serviço que as pessoas puderem recomendar umas para as outras. 

A segunda coisa é essa lógica de comunidade, de olhar os assinantes da sua newsletter como um conjunto de pessoas que têm um interesse em comum e não só como sua audiência. Não é só seu para eles, mas como eles conseguem trocar uns com os outros?

Uma coisa que eu já testei várias vezes na própria Bits é abrir espaço para os assinantes dentro da newsletter: como as pessoas podem conhecer umas às outras no ecossistema da Bits to Brands. É uma tendência para todos os canais quando a gente fala em comunidade, vou, inclusive, falar de comunidade no relatório de tendências da Bits to Brands, mas a newsletter é um lugar bem legal para explorar isso também.

[Marina – Rock] Legal. Essa estratégia de member get member é sucesso absoluto em todo lugar. Há muito tempo, eu assinava a The Hustle, que foi comprada pela HubSpot, e eu pirava que ia ganhar os adesivos da The Hustle porque indiquei para todo mundo do Marketing da Rock. Tinham camisetas também, mas eles entregavam somente nos EUA, aí complicou. E ainda tinha uma pontuação dizendo há quantos dias eu estava abrindo a news. Era gamificação e engajamento. 

[Beatriz Guarezi – Especialista]  Inclusive, a Rock Content demorou para distribuir as blusinhas do RD Summit para as pessoas que mais baixam, compartilham e recomendam o conteúdo de vocês. Fica essa estratégia! 

[Marina – Rock] Vou promover uma coisa no final do webinário, quem sabe se alinha com isso. Produção, vai conferindo aí o estoque de blusinhas (risos).

[Beatriz Guarezi – Especialista]  Aí, vocês mandam pra minha casa pra me agradecer pela ideia (risos)

[Marina – Rock] Pode deixar! Bom, a outra pergunta que eu ia fazer, acho que você já respondeu, era como crescer a base. Acho que você já comentou que as pessoas foram recomendando umas às outras, mas acho que a sua presença em diversas mídias também ajudou a ampliar o alcance da Bits. Olha, gente, dá para crescer uma newsletter sem o investimento em mídia paga, mas também tudo bem se você quiser investir, não tem problema. A Rock é muito escola inbound, mas não temos nada contra a mídia paga. 

Vou passar para as perguntas da galera que o chat está bombando. Vou começar pela Laize. Quais erros não devemos cometer quando lançamos uma newsletter?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Acho que a gente falou um pouco disso durante nosso papo: é você não confundir uma newsletter com o restante de sua estratégia de E-mail Marketing. Deixa sua estratégia de E-mail Marketing rolar com as réguas, conteúdos, call to actions, gatilhos, promoções, descontos, e etc, deixa ela ser feliz e cheia de resultados. Trate sua newsletter como um canal de conteúdo. Dê esta atenção especial para ela e garanta que você tem não só a permissão, mas o desejo explícito daquela pessoa de receber aquele conteúdo.

Aquele exemplo que a gente deu: você tem uma base de 20 mil pessoas. Mas se aquelas pessoas não pediram a newsletter, você investiu tempo, cuidado e curadoria em um conteúdo que a pessoa nem entendeu porque está recebendo e com o qual ela nem vai se engajar. Use as 20 mil pessoas como o primeiro passo para construir a base e envie uma edição especial. Dessas 20 mil, se 200 pedirem para receber, tudo bem, começa com elas. Depois, segue convidando a base que você já tem e confia na qualidade do conteúdo, na constância, para que essas 200 possam ir recomendando para outras pessoas e assim ir crescendo.

Começar a tratar newsletter como newsletter e não como E-mail Marketing para garantir que todas as pessoas que estão recebendo, por mais que comece um pouco mais devagar, que sejam pessoas que querem receber seu conteúdo. Depois, isso faz diferença na taxa de abertura, no engajamento, nas recomendações e assim vai. 

[Marina – Rock] Inclusive a pergunta da Laize me deu uma ideia: erros. Quem trabalha com E-mail Marketing está ciente que vai errar. Este é o primeiro aprendizado que eu passo para quem é novo no meu time: “Oi, seja bem-vindo, você vai mandar um e-mail errado. Não precisa se desesperar, nem ter ansiedade, é normal, todo mundo erra.” Mas eu não me lembro de ter recebido uma errata da Bits to Brands. Como você faz, termina a edição respira um dia e revisa depois, qual é o seu processo?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Vai rolar uma exposed party agora porque eu nunca falei sobre isso em público, mas o meu processo é muito mais caótico do que eu gostaria. Muitas vezes eu termino a newsletter às 2h da manhã e agendo para chegar nas pessoas às 8h do dia seguinte. Eu mesma escrevo, reviso, testo os links, faço um ritualzinho e vou dormir. 

Geralmente eu termino as Bits nas quartas-feiras à noite, tem dias que mais cedo, tem dias que mais tarde. Depende de como está a semana. Às vezes, eu deito na cama e fico pensando se tem alguma coisa que eu perdi. Eu me levanto da cama, reviso mais uma vez e deito de novo. 

Tem três coisas que eu sempre fico muito atenta. A primeira é a numeração: vou completar 160 edições e nunca numerei errado, mas estou esperando o dia que isso vai acontecer; a segunda é o horário – uma coisa que eu já errei foi isso, pois eu mando em plataformas americanas e eles tem o am e o pm, então, tem uma ou outra edição que foi em horário errado, porque eu agendei errado; e a terceira coisa é sempre testar os links. Eu sempre clico em tudo para garantir que não tem nada quebrado. 

Por enquanto tivemos sucesso. Temos método? Não temos método. 

[Marina – Rock] Boa! Esse processo de testar é fundamental. Eu sempre digo que tem que clicar em tudo, até no link de social do final para ver se está tudo certo. Mas se for algo errado, respira, ninguém vai morrer, passamos uma errata e tranquilo, segue o jogo. 

Vamos agora para a pergunta da Mari Valadão: Oi, Bia! Conteúdos que são uma lista de notícias onde, para saber mais, precisa clicar em links ainda são eficientes (quando a newsletter é um compilado de links de notícias para saber mais) ou é mais eficaz fazer um único conteúdo mais robusto direto na newsletter?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Vamos lá. Eu dou uma aula de newsletter onde eu passo no detalhe por esse tipo de assunto e eu vou abrir turmas para o mês de abril e maio, então, assinem a Bits to Brands que eu vou anunciar por lá. Mas por que eu estou fazendo merchan da minha masterclass? Porque isso que você perguntou vai muito de acordo com a proposta de valor da sua newsletter. O que vai determinar a quantidade de conteúdo, a quantidade de links, a profundidade… Existe newsletter, por exemplo, onde o propósito é atualizar, as pessoas assinam pelos updates, então se essa newsletter tiver muito texto, reflexão e etc, ela não vai estar cumprindo o que prometeu, que é atualizar. Para esse tipo de proposta, pode ser uma série de links onde a pessoa vai sabendo o contexto que aquilo aconteceu e se aprofunda se quiser. 

Tem newsletter que cumpre a proposta de desenvolvimento pessoal e profissional. Eu assino por exemplo a newsletter da Esther Perel, ela é uma terapeuta especialista em relacionamentos. Recomendo a quem se interessar que veja as TEDs dela. Ela manda a newsletter uma vez por mês como uma carta sobre um tema específico, como uma reflexão sobre relacionamentos. Ali, não faz o mínimo sentido a Esther Perel me mandar uma lista com 10 links. Eu quero saber o que ela acha, quero ver ela elaborando sobre o assunto. 

Então, é muito sobre o que você se propõe a entregar para as pessoas, não tem fórmula exata. No meu caso, por exemplo, eu tenho uma mescla. Eu exploro um tema com um pouco mais de profundidade, que vira um texto de 5 ou 6 parágrafos –  eu tento não escrever muito – e dali em diante é curadoria. Eu escolho uma ação, uma coisa interessante, inspiradora, eu mando uma série de links mais curtinhos e eu dou uma dica mais aleatória de entretenimento ou conteúdo para as pessoas. Vai muito do que você quer consumir e do que se propõe a entregar para as pessoas, mas não tem fórmula errada não. 

[Marina – Rock] Agora vamos para a pergunta da Gabriela. Os assuntos da newsletter devem ser necessariamente iguais aos posts do site, por exemplo? Como escolher os melhores tópicos e chamar a atenção para o clique?

[Beatriz Guarezi – Especialista] Eu acho que, se você tem um site ou um blog onde segue uma editoria específica, sua newsletter tem que ser parte dessa estratégia de conteúdo numa continuidade. Qual é a liberdade que a newsletter te dá?

A questão da curadoria. Às vezes, no seu site ou no seu blog, você vai escrever textos inteiros sobre um ou outro tema por questões de SEO, por questões de educação da audiência, por questões de liderança de pensamento… Agora, na newsletter, você pode trabalhar nas editorias os tópicos que já trabalha no seu site ou blog com complementos e é aí que entra a curadoria: você vai complementando aquilo com coisas interessantes que se relacionam com aquele texto. 

O que eu não recomendaria é você fazer uma newsletter 100% somente sobre coisas que você escreveu. Eu acho que tem muito espaço para servir a comunidade e a sua audiência, construir outros tipos de pontos em comum, humanizar a empresa. 

Se decidir compartilhar os conteúdos do seu blog, complemente com o livro que o seu especialista está lendo na semana, com o TED Talk que vai ajudar na carreira do seu lead, um evento no setor que ele pode aproveitar, trazer uma empresa parceira para trazer algum benefício, etc. Enfim, pensar em coisas que você pode variar um pouco para não ficar só no seu próprio site/blog e aproveitar a oportunidade para oferecer um pouco de curadoria. Mas em termos de temas e editorias, eu manteria o que você já faz para sua marca como um todo. 

[Marina – Rock]  Tem uma pessoa aqui que não escreveu o nome, escreveu “foi minha mentora no Tera.” Provavelmente, é alguém que já foi seu aluno. A pergunta é: “Bia, você acha que a newsletter pode ser um espaço legal para fazer pesquisas ou pedir sugestões e feedbacks entre os assinantes como forma de ampliar a comunicação entre marca e empresa?” 

[Beatriz Guarezi – Especialista] Acho que pode ser super, ela tem esse potencial de troca um a um que não deve ser subestimado. Eu, inclusive, faço pesquisa todo ano com meus assinantes. Eu mando um formulário para saber qual o valor que as pessoas tiram da Bits to Brands, por que elas estão ali, o que elas mais gostam, o que menos gostam, o que elas querem comentar, e com base nesse feedback eu vou sempre evoluindo a newsletter. Então, não vejo nenhum problema, muito pelo contrário – é possível tornar a newsletter esse espaço de relacionamento mais estreito e convidar as pessoas para comentar, responder, se fazerem ouvir. 

Mas é o que a Mari comentou: você tem que responder também. Tem que ser uma via de mão dupla. Se você pede opinião para a pessoa e ela vai te escrever um e-mail sobre aquilo, garanta que há uma estratégia de dar algo em troca por isso: seja responder aquele e-mail, seja enviar um conteúdo exclusivo – já que você sabe que ela gosta do conteúdo da sua empresa – enfim, tentar pensar em uma recíproca. 

[Marina – Rock] Eu acho que ajuda bastante quando a gente explica o motivo da pesquisa. Por exemplo, um formulário que vai demorar 5 ou 10 min para responder e, hoje em dia, “time is money”, então, é interessante explicar para sua base o que você precisa, o que está tentando entender, assim, a pessoa já entende qual o propósito. Se ela gostar da newsletter, ela consegue dar 5 ou 10 min do tempo dela porque faz sentido. Assim a gente consegue ajuda.

Reforçando: é só deixar bem claro porque você quer essas informações e depois dar um retorno para as pessoas sobre os resultados. Por exemplo: “Com a pesquisa, descobrimos que nossa audiência é feita por x, y, e z; tantos são de São Paulo, vamos virar uma comunidade?” Uma coisa puxa a outra.

E, para finalizar, pois estamos quase batendo o nosso tempo, Douglas perguntou: “Queria saber como uma empresa conseguiria rentabilizar uma newsletter?”

[Beatriz Guarezi – Especialista] Existem diferentes maneiras de você rentabilizar uma newsletter. Algumas das principais são: 

1- aproveitar a base, a comunidade interessada no seu conteúdo para vender outros tipos de conteúdo. No meu caso, por exemplo, eu tenho uma audiência que curte meu conteúdo, minha curadoria. O que eu fiz? Criei masterclasses, estruturei o meu modelo de pensar curadoria de conteúdo, meu modo de fazer a newsletter e comecei a vender isso para as pessoas. 

Você pode usar a newsletter como divulgação para produtos que façam sentido para aquela audiência. Então, isso é uma maneira de rentabilizar. 

2- Outra maneira é cobrar por assinatura. Tem plataformas próprias para isso. Você pode ter uma newsletter gratuita, uma paga ou o modelo “freemium”, por exemplo: uma newsletter semanal que, para receber toda semana, é preciso pagar a assinatura e você pode receber uma versão gratuita uma vez por mês. Eu assino criadores de conteúdo que fazem isso. Para você ter acesso ao conteúdo deles como um todo, é preciso pagar a assinatura. Senão, você tem acesso só a um pedaço. 

O contrário também é verdadeiro. Você pode ter no seu modelo grátis uma constância semanal, mas se a pessoa quiser receber uma edição especial, diferente, mais aprofundada, ai ela paga a assinatura. 

3- Rentabilizar é criar produtos para a audiência da newsletter, cobrar assinatura e a terceira coisa é usar a newsletter como plataforma de mídia, o que eu tenho explorado um pouco na Bits to Brands recentemente. Mas a grande referência disso hoje no Brasil é o pessoal da AdNews

Basicamente, é colocar um espaço de anunciante dentro da sua newsletter. Qual a questão aqui? Você não vai simplesmente jogar um banner dentro da newsletter, porque assim você está usando errado a plataforma. 

Se estamos em um lugar onde a pessoa passa um café, dedica a atenção, abre o que você tem a dizer, ao começar a poluir isso com muito Marketing, perdemos a relação de confiança. Então, como inserir marcas ali dentro que vão se beneficiar do contato com sua audiência é uma coisa que vale ser pensada, mas que é uma forma bem interessante de rentabilizar. 

Eu, por exemplo, tenho explorado o modelo que é um anúncio, uma seção anunciar patrocinada, onde tenho um anúncio que faço questão de escrever do meu jeito, no meu tom e isso já é avisado para as marcas que chegam para conversar comigo: eu vou escrever e eles vão aprovar, mas vai ficar do meu jeito essa recomendação,

Também estou começando a trabalhar com branded content. Ao invés de colocar um publi no meio da newsletter, eu faço toda a newsletter na temática daquela marca e coloco “esta newsletter é um oferecimento da marca tal.”  

A minha última newsletter foi o oferecimento de uma marca e foi super legal porque eu pedi a liberdade criativa: “É sobre isso que vocês querem falar? Legal, deixa eu escrever do meu jeito para conectar com a minha audiência.”.Foi um sucesso absoluto, a taxa de abertura foi ótima, as pessoas compartilharam muito, falaram muito sobre o assunto e eu acho que foi bom para a marca e para mim também.

Sobre rentabilizar: é você pensar em como criar produtos para aquela audiência, como você pode cobrar assinatura, pelo que você pode cobrar assinatura, e por fim, pensar a newsletter como plataforma de mídia trazendo marcas que queiram se conectar com sua audiência. 

[Marina – Rock] Muito bom, deu a chave, o segredo do sucesso. Galera, falamos tanto de newsletter que já vamos seguir a escola Bia Guarezi de lançamento e eu gostaria de convidar vocês: a Rock Content vai lançar sua newsletter interativa na próxima segunda-feira. Se você não sabe o que é conteúdo interativo, a equipe vai colocar um link no chat para aprender um pouco mais, mas conteúdo interativo é aquele que permite que sua audiência participe da construção de conteúd, e que você, como profissional de Marketing, capture alguns dados que são relevantes para sua estratégia. Estamos lançando a The Beat. Já está rodando nos Estados Unidos e agora estamos trazendo para o Brasil. Quem tiver interesse, aqui embaixo na página já tem um formulário. Então, se inscrevam para receber nossa newsletter, queremos todo mundo abrindo, taxa de abertura lá em cima, já que todo mundo pediu pra receber a newsletter e não vai receber de qualquer forma. 

Queria também agradecer a sua presença, Bia, foi um papo maravilhoso e eu deixo aberto para você fazer o seu merchan.

[Beatriz Guarezi – Especialista]  Maravilhoso! Inclusive já estou curiosa para saber o que é uma newsletter interativa e porque eu não sou uma newsletter interativa ainda! Já vou assinar para descobrir mais sobre o que é isso (risos).

Quero convidar também as pessoas que estão interessadas em newsletter e E-mail Marketing para participar da minha próxima masterclass. São 6h de conteúdo onde a gente fala do início, meio e fim, vamos da proposta de valor até estratégias de rentabilização. Vou abrir as próximas turmas nas próximas semanas e todas as informações vão sempre estar na Bits to Brands que também chega na sua caixa de entrada toda semana com tendências de comportamento e tecnologia para marcas. A gente faz uma salada maravilhosa de cultura pop, entretenimento, branding, tecnologia, conteúdo, tendências. Convido todos vocês a fazerem parte da minha comunidade. Não só a aprenderem mais sobre newsletter, mas também a trocarem conteúdo comigo – estou disponível nos meus canais no LinkedIn e no Instagram caso tenham dúvidas ou interesse em saber mais sobre como trabalhar anúncios na Bits to Brands para a empresa de vocês, é só chamar. Mandem jobs, estamos explorando também essas possibilidades. 

Foi um prazer estar aqui com vocês, muito obrigada pelo convite!

[Marina – Rock] Muito obrigada a todos que participaram, que mandaram dúvidas, que vão se inscrever em todas as newsletters. Uma boa semana para todo mundo! Até mais! 

Conteúdo Extra

Muito além de um produto, uma marca: Rock in Rio

Quais os principais ensinamentos e inspirações que a marca Rock in Rio pode trazer para os estudos em branding? Isso é o que Beatriz respondeu em sua monografia no Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

‘O segredo de uma boa newsletter está na consistência, paciência e qualidade em cada edição’, afirma editora da Bits to Brands 1

No trabalho, ela analisa diversos conceitos ligados a Marketing, marca, consumidores e comunicação e relaciona esses elementos à marca Rock in Rio a fim de realizar uma análise crítica do comportamento da marca.

Para quem quiser conferir o trabalho completo, ele está disponível no site da biblioteca da Udesc.

Tendências de comportamento e tecnologia para 2022

A Bits to Brands, gerenciada por Beatriz, construiu um grande relatório de tendências sobre marketing digital para 2022. São 35 páginas de conteúdo, divididas em cinco grandes tendências para este ano. São elas: TikTok, comunidade, entretenimento de marca, influência genuína e valor virtual.

‘O segredo de uma boa newsletter está na consistência, paciência e qualidade em cada edição’, afirma editora da Bits to Brands 3

Para visualizar o documento completo, basta clicar aqui e se inscrever na newsletter!

Réguas ou fluxos de nutrição

Durante sua entrevista, Beatriz frisou diversas vezes a importância da régua de nutrição (ou fluxo de nutrição) para newsletters e E-mail Marketing. Esses fluxos são sequências de email enviadas para uma base com diversos objetivos, seja para melhorar o relacionamento com clientes, retenção, geração de vendas entre outros.

Aqui no blog, nossa Supervisora de Marketing Marina Cordeiro (que entrevistou a Beatriz nessa Jam Session) já escreveu sobre como criar um fluxo de nutrição e também como transformar visitantes em leads e nutri-los com email marketing. Vale a pena a leitura!

Inscreva-se na The Beat, a newsletter da Rock Content!

Como dito durante a conversa, a Rock Content lançou uma newsletter interativa e semanal com tudo de mais importante sobre o mundo do Marketing Digital, a The Beat.

Toda segunda-feira, na sua caixa de e-mail, você pode receber as principais tendências da nossa área analisadas pelo time que mais entende de Marketing de Conteúdo no Brasil: a Rock Content, é claro!

Como? Aqui, só trabalhamos com permissão. É só se inscrever. Bora?



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