O que as alegações de propaganda enganosa do McDonald’s e do Burger King nos ensinam sobre marketing e confiança na marca


Depois de quase um mês promovendo seu novo sanduíche, McDonald’s teve que aposentá-lo após acusações de que o “McPicanha” na verdade não tem picanha em sua composição, mas sim um molho que dá sabor e nome ao produto.

E quem não ficou para trás foi seu concorrente Burger King, também nomeado pelo Procon-SP enganar o consumidor com o sanduíche ‘Whopper Ribs’que chegou ao mercado no final de 2021 e que, como o McDonald’s, não é feito com a carne que lhe dá nome, mas com molho e aroma.

Ambos os casos não só foram desencadeados pelos órgãos competentes, como também impactaram negativamente nas redes sociais dos consumidores dos produtos, que ficaram insatisfeitos ao saber que os dois sanduíches não atenderam exatamente às suas expectativas. As empresas tiveram que dar respostas ao público e até retirá-las do cardápio.

Hambúrgueres falsos?

O caso do McDonald’s ocorreu no final de abril, e a empresa desde então se desculpou pela natureza enganosa do anúncio. Em comunicado oficial no site UOLeles disseram que “os lançamentos trazem a novidade do exclusivo molho sabor picanha (com sabor natural de picanha), uma nova apresentação e um hambúrguer diferente em composição e tamanho”.

Desde então, a empresa retirou o sanduíche de todos os restaurantes brasileiros. A autoridade supervisora ​​de publicidade CONAR abriu uma investigação sobre o caso.

No início de maio, o Burger King foi criticado pela mesma prática. O hambúrguer “Whopper Ribs” continha apenas “sabor e aroma de costela”, sem costelas per se.A empresa disse que é “sempre clara” sobre seus ingredientes, o que quer que isso signifique. O Hambúrguer “Ribs Whopper” foi lançado no final de 2021, mas após o escândalo do McPicanha, a publicidade errada chegou ao povo e à mídia.

Ambas as empresas disseram que incluem informações sobre ingredientes nos anúncios, afirmando que tanto o rosbife quanto a costela são apenas sabores adicionados ao hambúrguer. No entanto, eles optaram por incluir essas informações em letras muito pequenas, o que poderia enganar os consumidores.

E a confiança do consumidor?

Ela está despedaçada e levará tempo para reconquistá-la. Além da traição da confiança nas marcas, a confiança no segmento também foi prejudicada.

Podemos citar vários casos de marcas isso foi não é compatível com o seu discurso e posicionamento, e recentemente perderam a confiança do consumidor ao omitir informações sobre a função, processo de fabricação ou composição de seus produtos.

Tal como, produtos de beleza veganos testados em animaisProdutos posicionados como condição física e saudáveis, mas, entre outras coisas, eram super calóricos. A lista é longa e, embora pareça comum, as marcas precisam correr na direção oposta dessa tendência.

Principalmente porque esse movimento gerou desconfiança entre os consumidores que começaram a perder a confiança na marca, depois nos segmentos que eram foco desses escândalos, e agora se tornou um comportamento de compra. Os consumidores começaram a pesquisar mais antes de aceitar a fala dessa e de outras empresas.

após um Pesquisa realizada pela Adobeque entrevistou cerca de 6.000 consumidores, mais da metade (57%) deixaria de comprar os produtos de uma marca após uma quebra de confiança.

Pesquisas mostram que 7 em cada 10 líderes empresariais estão achando mais difícil conquistar e manter a confiança do consumidor hoje do que há dois anos. E isso é um alerta para as marcas, já que confiança na marca ou confiança na marca já é um tema antigo nas empresas, mas é necessário trazer esse tema à discussão novamente.

Após os casos apresentados, as marcas foram transparentes, amigáveis ​​e admitiram o erro. Essa é uma boa maneira, pois 71% dos entrevistados disseram que as marcas devem mostrar empatia olhando o que está sendo oferecido da perspectiva do consumidor e entendendo o que é importante para eles.

O que esses casos nos ensinam?

Embora conquistar a confiança do consumidor esteja se tornando cada vez mais difícil, pois o mundo é um mundo, o comportamento e as expectativas do consumidor estão mudando constantemente e o papel das marcas é antecipar ou se adaptar.

As marcas percorreram um longo caminho para mostrar que se importam com o que o consumidor pensa. O desafio do momento é apenas manter um discurso coerente com as ações.

E para manter um discurso fiel à ação, o primeiro passo é alinhar as expectativas com o consumidor para ser mais transparente sobre o que você faz e como faz. Sem deixar de fora nenhuma informação. Jogue limpo e junto com o cliente.

Não houve problema com o sabor do sanduíche. O problema era não deixar claro para o cliente o que ele estava consumindo. E tudo isso poderia ter sido evitado sem danos.



Leave a Reply