“O cinema vive da simpatia do real pelo imaginário na medida em que ele se utiliza da matéria-prima para, de certa forma, sublimá-lo no segundo. O Cinema é realidade organizada segundo um gosto determinado”, Darcy Ribeiro
O início da década de 90, do século 20, prometia uma verdadeira catástrofe para o cinema brasileiro. Globalmente, o mundo vivia uma tensão por conta da expansão da indústria cinematográfica norte-americana, em contraponto à resistência da Europa e da América Latina. No âmbito local, um decreto do ex-presidente Fernando Collor de Mello extinguia a Embrafilme e a Fundação do Cinema Brasileiro, instituições que, se não funcionavam a contento, eram os únicos aparelhos de apoio à produção cinematográfica nacional.
A situação só começaria a tomar outro rumo com a criação da Lei do Audiovisual (Lei nº 8695/93, de 20 de julho de 1993), apoiada no mecanismo de renúncia fiscal, no governo Itamar Franco. Tinha início a chamada “retomada do cinema brasileiro” – que alguns demarcam com o longa-metragem Carlota Joaquina, princesa do Brazil (1995), de Carla Camurati – com o retorno de nomes como Cacá Digues e Héctor Babenco, e o surgimento de novos talentos como Walter Salles e Fernando Meirelles.
Dados do Ministério da Cultura – MinC dão conta de que em 1995 foram produzidos 10 longas-metragens; e, no fim da década, em 1998, 24 filmes. Um dos efeitos da efervescência dessa “retomada” foi o surgimento de inúmeras escolas de cinema pelo país, criadas a partir da constatação de que era preciso qualificar e sistematizar a formação no setor em expansão.
Quinze anos depois do ano da “retomada” (1995), o cinema brasileiro continua tendo dificuldades para se desenvolver integralmente, que vão da distribuição deficiente dos filmes ao precário retorno financeiro. No entanto, pode-se dizer que o apoio estatal cresceu, seja por meio do patrocínio direto promovido pelo setor público, como é o caso da Petrobras, ou dos incentivos concedidos às empresas privadas que queiram investir no cinema brasileiro. Prova disso são os editais, abertos constantemente, para diversas áreas do audiovisual. Nesse momento, por exemplo, são 5 os editais específicos abertos para o setor, que terão suas inscrições encerradas em 18 de março. É bom ficar atento!
Priscila Fernandes / blog Acesso
Confira os editais (fonte MinC):
Longa-metragem de ficção para roteiristas profissionais
Apoio a 7 projetos de desenvolvimento de roteiros cinematográficos, inéditos, de longa-metragem de ficção. Voltado para roteiristas profissionais.
Longa-metragem de ficção para roteiristas estreantes
Apoio a 12 projetos de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem de ficção, inéditos, com o objeivo de motivar a formação de novos profissionais da área de roteiros cinematográficos de ficção.
Longa-metragem de ficção ou animação com temática infantil
Apoio a 3 projetos de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem com temática infantil, inéditos, de ficção ou animação, com R$ 50 mil para cada um. As obras devem ser dirigidas ao público infantil, com faixa etária entre 4 e 12 anos de idade.
Longa-metragem de ficção de baixo orçamento
Apoio a 7 obras cinematográficas inéditas, com até R$1,2 milhão para cada uma, de longa-metragem de ficção, com uso ou não, parcial ou total, de técnicas de animação, de baixo orçamento, com duração superior a 70 minutos.
Curta-metragem de ficção ou documentário
Apoio a 20 obras cinematográficas, com até R$80 mil, inéditas de curta-metragem, de ficção ou documentário, sendo aceitas técnicas de animação em ambos os gêneros.
Tags: audiovisual, cinema brasileiro, editais, leis de incentivo






NOSSA, ESTA INICIATIVA FAZ COM QUE NOS, PEQUENOS PRODITORES DE CINEMA, ACREDITARMOS CADA VEZ MAIS.,POIS E UMA LUTA CONSTANTE A NOSSA BRIGA DE COLOCARMOS O NOSSO FILME POIS OS GRANDE PRODUTORES NÃO DEIXAM ESPAÇOS PARA NOIS PODERMOS NOS ESPANDIRMO, AGRADEÇO DE CORAÇÃO A TODOS AQUELES QUE TIVERAM ESTA ESCELENTE IDEIA, SABE SW UMA COISA: O BOLO JA ESTA PRONTO SO FALTA A GORA CONFEITARMOS PARA MOSTRAR PARA MUITA GENTE O VERDADEIRO SABOR DE UM BOLO ENFEITADO OBRIGADO